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16 de ago. de 2018

Como agarrar uma herdeira - Julia Quinn


Livro: Como Agarrar uma Herdeira 
Autor(a): Julia Quinn
Editora: Arqueiro 
Nota: 💖💖💖💖💖 + 💝(favorito)
Onde comprar: amazon | saraiva 


Sinopse: Quando Caroline Trent é sequestrada por engano por Blake Ravenscroft, não faz o menor esforço para se libertar das garras do agente perigosamente sedutor. Afinal, está mesmo querendo escapar do casamento forçado com um homem que só se interessa pela fortuna que ela herdou. Blake a confundiu com a famosa espiã espanhola Carlotta De Leon, e Caroline não vai se preocupar em esclarecer nada até completar 21 anos, dali a seis semanas, quando passará a controlar a própria herança milionária. Enquanto isso, é muito mais conveniente ficar escondida ao lado desse sequestrador misterioso. A missão de Blake era levar "Carlotta" à justiça, e não se apaixonar por ela. Depois de anos de intriga e espionagem a serviço da Coroa, o coração dele ficou frio e insensível, mas essa prisioneira se prova uma verdadeira tentação que o desarma completamente.

Minha opinião: DIVERTIDÍSSIMO! Essa é sem sombra de dúvidas a melhor definição que eu posso dar para esse livro. Caroline e Blake me fizeram rir horrores, algumas conversas entre os dois e certas situações me agarraram gargalhadas e fizeram com que a leitura fosse ainda mais prazerosa do que eu podia imaginar. Acredito que o fato de ter lido esse livro depois de várias semanas lendo diversos livros e textos acadêmicos ajudou para que o livro entrasse na minha lista de favoritos do ano, mas seria errôneo da minha parte não exaltar os pontos positivos e os motivos que contribuíram para esse livro estar entre os favoritos.  




O livro já começa com a mocinha em apuros, mas também nos mostrando como Caroline é forte e sabe muito bem o que quer. Eu fiquei bem feliz pela Julia Quinn ter construído uma mocinha que me cativou desde as primeiras páginas e que tinha coragem para fazer aquilo que fosse preciso para defender sua herança e ela mesma. Eu adorei até a excentricidade da Caroline de descobrir novas palavras, escrever num caderninho o significado e como empregar ela numa frase para usar um dia. Sério, essa parte me fez rir demais e dar altas gargalhadas. Além disso, a mocinha não tem papas na língua e constrói uma amizade maravilhosa com James (o melhor amigo do mocinho).


Bem, o que falar de James? James virou um mozão com o decorrer da história, mas confesso que havia momentos que eu queria socar ele por não confessar à Caroline como se sentia ou por não superar um certo "trauma" do passado. Fora isso, ele foi maravilhoso e ele e a mocinha foi um casal que super deu certo e que me conquistou de cara 💙 


Agora, quem roubou a cena e me deixou louca para comprar o segundo livro dessa duologia foi James, o melhor amigo de Blake. Ele foi maravilhoso, engraçado e certeiro quase que o livro inteiro. Impossível terminar esse livro sem querer saber mais de James e do seu lado misterioso. James contribuiu e muito para o livro me dar aquele quentinho no coração que eu sinto depois de ler um bom livro e conhecer uma historia ótima. 

No mais, eu indico essa duologia para todos aqueles que querem se aventurar no romance de época e que não está de saco cheio dos livros da Julia Quinn 😉 Esse livro vale super a pena e eu logo logo falo da continuação aqui. 

14 de fev. de 2018

Resenha: Paixão em Sonora da Andreia Nascimento


Sabe quando você tá de ressaca literária buscando algo leve e agradável para ler? Paixão em Sonora é o tipo de coisa, ou livro, que tira a gente desses momentos assim. Além de ser uma ótima pedida para Maratonas Literárias ou aquela leitura leve que você faz para relaxar num momento de tensão ou antes de uma prova.
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Pra começar, Paixão em Sonora da @andreianascimentowriter é uma novella, ou seja, é maior que um conto, porém mais curto que um livro. E é tão bom quanto qualquer um dos dois 😉 E com personagens tão maravilhosos quanto qualquer livro de mais de 200 páginas <3 É uma história curta, mas envolvente e que aquece nosso coração 💙
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Paixão vai nos trazer a história da Gio, uma escritora que largou tudo para escrever o seu primeiro romance. Ela voltou a morar na casa dos pais, inclusive, mas acabou sofrendo um bloqueio criativo porque chegou em um momento da história que ela nunca conheceu realmente: se apaixonar por alguém. Para tentar sair dessa situação, ela acaba indo, ao ser convidada, para um festival ver o show de um banda que ama e também vai com a expectativa de se apaixonar e conseguir escrever sua história. Se ela consegue ? Bem, consegue, mas nada é como ela espera 😊

Somos apresentados a Gio, ao Heitor, ao Ben (irmão da Gio) além de conhecer Eli e Bella que são as melhores amigas da Gio. Mesmo com um período de tempo tão curto... somos carregados para dentro da vida desses personagens e torcemos, nos estressamos e passamos bastante raiva com eles também. Alguns ganham nosso coração e outros nos fazem passar raiva hehee (um pouco, mas fazem). E é uma delícia passar o tempo na companhia desses personagens tão legais e tão gente como a gente, sabe.
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Paixão em Sonora é um novella maravilhosa, engraçada e recheada de amizade. Talvez seja uma história pela qual você passe batido por achar que é mais do mesmo, mas POR FAVOR... não faça isso com você. Essa novella é maravilhosa e merece ganhar uma chance de todos. Além disso, é uma ótima forma de colocar mais nacionais na sua vida e de dar mais chances a histórias nacionais incríveis que as vezes a gente nem sabe que existe, né. 

Eu terminei a releitura (li pela primeira vez no wattpad) com saudades dessa turminha maravilhosa e das ótimas risadas que dei enquanto li essa história e conhecia um pouco mais da Gio. Só posso dizer que vale muito a pena e que você está perdendo uma ótima história se ainda não leu 😉

7 de dez. de 2017

Mais uma chance para o amor - Mila Maia


Autor(a): Mila Maia 
Páginas: 248
Editora: Independente 


Sinopse: 

Desde a adolescência, quando se conheceram, Melanie e Jake se tornaram melhores amigos e confidentes. O que era para ser apenas uma grande amizade se tornou o primeiro amor, mas quando uma grande confusão aconteceu, ela foi embora levando um bebê em seu ventre.

Seis anos depois, Melanie retorna a São Conrado para ficar com sua mãe. Ao ver sua amada, Jake tenta explicar tudo o que havia acontecido, mas ao descobrir que tinha um filho do qual nunca soube da existência, ele muda suas prioridades.

Muita coisa mudou na vida de ambos, os dois mudaram e amadureceram, mas o que fazer quando o que sentiam um pelo outro resistiu ao tempo?

Com muita persistência, eles resolvem lutar pelo sentimento que, mesmo adormecido, sempre esteve presente.

Minha opinião: 

Sabe aquele romance delicinha que a gente lê quando quer esquecer a vida ou dar um tempo dos estudos/tarefas/estresse? Então, Mais uma Chance para o Amor é esse tipo de leitura <3

No primeiro livro da trilogia somos apresentados a história de Melanie e Jake um jovem casal super apaixonados da cidade de São Conrado, mas que por causa de uma intriga, de um mal entendido, acabaram se separando e Jake viu sua amada Mel se mudar, seguindo com a sua vida. O que Jake não sabia era que Mel levou algo muito precioso com ela: seu filho.

Depois de alguns anos, Mel teve de voltar àquela cidade junto com seu filho por causa de sua mãe e é justamente aí que Mel e Jake se reencontram e decidem dar mais uma chance para o amor. Resta saber se eles conseguem ou não né, mas isso é com vocês e só lendo para descobrir.

Esse livro foi o meu primeiro contato com a autora Mila Maia e confesso que gostei muito do trabalho dela. Seu livro é leve, fofo e muito bom de ler. Sua escrita é simples, direta e acima de tudo muito clara, não tem enrolação ou aquela coisa de ficar enfeitando cenas... NADA DISSO! E, por isso, vale super a pena dar uma chance para esse livro e para a escrita da Mila.

Confesso que estou muito ansiosa para ler o segundo livro já que vai contar a história do Liam, melhor amigo da Mel, e nas poucas aparições dele no livro #1... ele já me conquistou hehehe E é basicamente isso, pessoal. Foi um livro muito delicinha de ler e uma das gratas surpresas que 2017 me trouxe no quesito leitura nacional. 

10 de ago. de 2017

Resenha: Beijo de Sangue


Título original: Blood Kiss
Autor(a); J. R. Ward
Páginas: 412
Editora: Universo dos Livros
Nota: 💗💗💗💗💗/5 + favs do ano


Se tem uma coisa que J.R. Ward sabe fazer... essa coisa é escrever sobre os vampiros de Caldwell. É claro que quem acompanha (e ama) a série Irmandade da Adaga Negra tem uns probleminhas e uns medinhos com que a Ward vai fazer, né. Mas a ideia de um spin-off foi uma sacada sensacional.

Foi ótimo ver novos personagens e reencontrar outros tantos. Esse livro me fez relembrar o quanto eu amo a irmandade da adaga negra e o porquê que aqui em casa nós temos todos os livros da série mesmo que eles não sejam baratos ou levinhos. É PORQUE ESSES VAMPIROS SÃO SENSACIONAIS. A WARD CRIOU UM MUNDO (ou submundo?) SENSACIONAL!
O legal desse livro (e pelo visto da série) é que o foco vai ser mais na comunidade, no mundo dos vampiros do que propriamente nos irmãos. Eles criaram um centro de treinamentos e abriram um programa pare receber novos recrutas e tá tudo liberado: homem, mulher, rico, pobre. Eles só querem que essas pessoas realmente saibam lutar e claro não seja tão horrível.

Então, temos a história de uma MULHER. Paradise já tinha aparecido em outro livro (segundo a minha mãe, porque eu ainda não li o livro dos sombras. Parei no do Rei) e ela é nada mais nada menos que a filha do Abalone, o primeiro conselheiro do rei, e vem de uma família super prestigiada na glymera (tipo a realeza, aristocracia deles). O que acontece então? Ela é aceita no programa e apesar de todas as coisas que o melhor amigo dela Peyton fale ou do que ela pense... ela arrasa no primeiro dia de teste e surpreende a muitos.

Mas no meio do caminho para conseguir fazer parte do programa e avançar nos treinamentos tem o Craeg, um vampiro civil que não tem dinheiro e nem status, mas acaba chamando a atenção da moça e pelo visto ela a dele. Romance? Amor? Ou o Craeg realmente só pensa na vingança contra as pessoas que causaram a morte do pai dele? Você tem que ler para saber o que acontece.

Paralelamente a história da PARADISE (que eu apelidei de mulherão da porra) revisitamos um dos meus casais favoritos da série: Marisa e Butch. Como nem tudo são rosas, ambos estão passando por um momento nada fácil, ainda mais a Marisa que presenciou o sofrimento de uma mulher que chegou ao lugar seguro muito mal e não resistiu. Além de resolver essa questão e dos problemas com Butch, Marisa precisa reviver o passado e resolver suas questões com a glymera e com seu irmão. Afinal, a vida naõ é fácil nem para vampiros ricos e poderosos, né.

E ainda tem a questão dessa mulher que apareceu no lugar seguro e depois morreu, mas deixou um grande mistério já que ninguém sabe quem é ela ou o porquê de ter acontecido o que aconteceu. E é esse suspense, digamos assim, que faz ter um plot twist muito bom no livro, mas você tem que ler para saber. No mais, foi ótimo rever alguns dos meus irmãos favoritos como Butch, Vishous e Rhage sem contar que tem umas cenas muito hilários no livro e a Ward acertou a mão na dosagem de erotismo, suspense, romance e problemas conjugais hehe.

Eu terminei esse livro muito ansiosa não só pela continuação dessa série, mas da própria Irmandade. Acho que a autora conseguiu com que os fãs ficassem mais intrigados ainda pela história e mais ansiosas pelo que vem por aí. O livro é tão gostoso de ler que as mais de 400 páginas vão passando por você e você nem sente. Ele já virou um dos meus favoritos dessa série/mundo dos vampiros da Ward.

Eu não dou só cinco estrelas como dou vários corações, recomendo, favorito e muitas outras coisas kkkkk Dá pra perceber que eu realmente amei. E foi isso mesmo, fazia um tempo que os livros da irmandade não me pegavam de jeito e esse pegou. Então, deem uma chance pra série porque juro que ela é boa <3. 

26 de jul. de 2017

O apanhador no campo de centeio



Nome Original: The Catcher in The Rye
Autor: J. D. Salinger
Páginas: 180
Editora: Editora do Autor
Nota: 💗💗💗💗💗/5 + lista de favorito da vida

O apanhador no campo de centeio é conhecido por ter “inspirado” alguns assassinos que causaram episódios trágicos na vida de pessoas famosas como John Lennon. Mark David Chapman carregava uma cópia do apanhador no campo de centeio no dia em que atirou em John Lennon e afirmou, depois, que se identificava com o personagem principal do livro: Holden Caulfield, um adolescente crítico que odeia falsidade.

Talvez esse não seja o melhor jeito de se começar uma resenha, ainda mais sobre um livro que gostei bastante, mas não sabia muito bem como começar, sabe. Por toda essa questão descrita anteriormente e por indicação de uma amiga (valeu Micaela, seu livro foi sensacional), decidi ler The Catcher in The Rye. Confesso que já tinha uma vontade, porque tem uma música do Guns n’ Roses chamada Catcher in The Rye que, segundo alguns, foi claramente inspirada nesse livro.

Música do Guns n' Roses inspirada em The Catcher in the Rye

O apanhador no campo de centeio é um livro simples, de verdade. Ele vai nos contar um final de semana, apenas três dias da vida de Holden, mas a grande sacada – e que torna o livro algo incrível e interessante – é o fato de que o próprio Holden conta a sua história. O livro é contado pelo personagem principal e isso faz com que a gente acompanhe os pensamentos dele, as questões, os momentos e chama atenção como, a todo momento, o Holden conversa com a gente. Acho que o grande lance é o psicológico do livro, tipo quando a gente lê Dostoievski e tem toda aquela carga psicológica/emocional dos livros dele, sabe.

Talvez não chame atenção saber como é um final de semana de um adolescente rico e nova-iorquino que acabou de ser expulso novamente de um colégio e decidi voltar para casa – saindo da Pensilvânia em direção a Nova York – antes que seus pais descubram. Tudo isso acontecendo poucos dias antes do natal. MAS LARISSA, EU NÃO VI NADA DEMAIS NISSO.
 E, ao meu ver, não tem mesmo, mas é justamente o fato do Holden contar a história pra gente, conversar com o leitor e ser tão crítico sobre tudo que acontece ao redor dele que faz essa história única e tão complexa.

Holden é rebelde, revoltado e odeia falsidade. Se você ler o livro um tanto distraído, vai achar que ele é só mais um rebelde, um louco ou um chato, mas o Holden é muito mais que isso. Eu li o Holden como uma grande metáfora, sabe. Esse livro foi escrito nos anos 50, num momento bem incomum da vida dos Estados Unidos, Hollywod bombando, crescimento exorbitante da sociedade de consumo e capitalismo ainda em alta. E o Holden, ao meu ver critica muito tudo isso e odeia Hollywood e seus filmes. ODEIA MESMO. As únicas pessoas que o Holden gosta são as crianças. A Phoebe, sua irmã mais nova, parece ser a única pessoa que ele realmente ama de verdade e acho que isso diz muito sobre o nosso personagem um tanto quanto problemático.

O Holden choca pelo modo como ele fala, pensa e se expressa, mas apesar de tudo isso ele é um personagem que pensa demais, pensa muito, mas não age tanto e isso as vezes pode causar um certo desgosto ou raiva do tipo “mas você só fala e não faz muito”. Mas essa é a personalidade do Holden. Ele é um mentiroso de mão cheia e a gente percebe muito bem isso no livro, ele mente muito e ele mesmo diz isso em uma parte da história.

O nome do livro faz todo sentido quando a gente entende a forma como o Holden entendia o poema de Robert Burns chamado “Coming thro the Rye”. Eu poderia explicar melhor, mas isso seria um spoiler e eu não quero fazer isso. Eu só queria dizer que essa parte é sensacional e fez todo sentido na minha cabeça o que o Holden achava, como a forma que ele compreendeu o poema/canção revela essa visão e o porquê dele gostar tanto de crianças e amar tanto a Phoebe.

Tem um trecho que o Holden diz que” Bom mesmo é o livro que quando a gente acaba de ler e fica querendo ser um grande amigo do autor, para se poder telefonar para ele toda vez que der vontade. Mas isso é raro de acontecer” (pg. 23). Eu queria dizer que entendo o Holden, isso acontece muito comigo e que eu queria muito ter sido amiga do J. D. Salinger para ter sabido e entendido mais sobre o Apanhador no Campo de Centeio.

Por Larill

23 de jun. de 2017

Resenha: Não Conta Lá Em Casa


Título: Não Conta Lá Em Casa – Uma viagem pelos destinos
 mais polêmicos do mundo
Autor: André Fran
Número de páginas: 308
Editora: Record
Nota: 💗💗💗💗💗/5 + pra sempre um dos meus preferidos


Sinopse: “Escrito por André Fran, o livro ‘Não conta lá em Casa’ é um fascinante relato pessoal de algumas das viagens que o autor fez com o programa. Nele, Fran narra aventuras e curiosidades de alguns dos mais inusitados destinos que percorreu. Iraque ainda praticamente em guerra, a impenetrável Coreia do Norte, o Afeganistão dos talibãs, Tuvalu, a ilha-país prestes a sumir do mapa pelos efeitos do aquecimento global, além de Somália, Etiópia, o Japão logo após o tsunami, entre outros. Uma obra repleta de histórias que divertem e emocionam.” 



Resenha: Sempre gostei da ideia de conhecer lugares diferentes, lugares que a maioria das pessoas nunca ouviu falar ou não escolhem propriamente como pontos turísticos. E acho que foi por isso que me identifiquei bastante com o Não Conta Lá Em Casa, um programa de viagens no qual quatro amigos, na época em que o livro foi lançado, viajam pelos destinos mais polêmicos do mundo, destinos que com certeza não fazem parte do roteiro de viagem de nenhum turista ‘’ normal’’.

Fran viajava pelos destinos mais polêmicos do mundo, como diz o próprio título, e sempre tentava mostrar a realidade das situações locais pela ótica daqueles que vivem ela. Por exemplo, os diálogos que retrata com seus guias quando visita a Coreia do Norte ilustram bem essa situação e, mesmo sem ser esse o objetivo do programa, acabam por trazer grandes lições para aqueles que acompanham a série.


O autor vai contando um pouco sobre suas aventuras e sobre o que foi aprendendo ao percorrer os destinos que foram escolhidos para as primeiras temporadas do programa. Desde países isolados como Mianmar até aqueles que estão prestes a sumir como Tuvalu, o livro todo é uma viagem sensacional sem você precisar sair de casa ou ficar doze horas num avião para chegar ao outro lado do mundo. 

“Tuvalu é emblemático! ... E tudo isso somado é que tornava ainda mais desesperador o fato de que somos nós que estamos diariamente apertando o gatilho que vai dar cabo aquilo. Desperdício de água, de energia, consumismo exacerbado, poluição... No fundo, todos sabemos o que está causando essa tragédia no Pacífico. Mas o que estamos fazendo para mudar o triste destino desse pedaço de paraíso? Porque Tuvalu nada mais é que o exemplo imediato do que pode acontecer com todos nós.’’

(Página 163)



Com uma linguagem simples, cativante e maravilhosa Fran nos mostra que é (praticamente) impossível não amar o livro, não virar fã dele (e do programa) e de admirar o trabalho que eles fazem. Não Conta Lá Em Casa é um dos melhores livros que já li na vida e que faço questão de recomendar a todos os meus amigos de faculdade e a qualquer pessoa que se interesse pelo assunto. Esse livro não é um manual de viagens ou um guia para aventureiros, ele é muito mais: é um lugar onde você descobre lugares fascinantes, adquiri conhecimento e acima de tudo passa a olhar diferente para certas situações. 

3 de jun. de 2017

Resenha: Lady MacBeth do Distrito de Mtzensk


Título original: Lady MacBeth do Distrito de Mtzensk
Autor(a): Nikolai Leskov
Número de Páginas: 100
Editora: editora 34
Nota: 💘💘💘💘💘/5 (+ listinha de favoritos)

Resenha: Lady Macbeth do Distrito de Mtzensk conta a história da Catierina Lvovna, jovem esposa de comerciante, que se torna uma assassina cruel depois de se envolver com um amante. Catierina é realmente a Lady Macbeth Siberiana (nome do filme que surgiu a partir desse livro). Ela é uma mulherzinha cruel e sem um pingo de compaixão.


Esse livrinho é um conto e, por isso, é fininho, super fácil de ler rápido. Eu , particularmente, fiquei com um gostinho de quero mais com o final mesmo o final sendo o desfecho necessário para a história. Ficou aquele gostinho de podia ter mais um pouco antes disso, sabe.



Eu acho a Catierina uma mulher bem cruel, fria e que me deixou chocada com que ela faz, supostamente, em nome do "desejo". O autor, Leskov, escreveu uma história ótima e percebe-se que ele tinha o dom para escrever contos. 



Enfim, o livro é uma boa pedida pra quem quer conhecer mais sobre literatura russa sem contar que é aquele tipo de livro que você lê em um dia sem dúvida e sempre recomendo esse livro ❤

A novidade é que vai sair um filme, inglês, esse ano inspirado no livro e parece estra bem legal. Vou deixar a sinopse e o trailer aqui embaixo 💙

Sinopse do filme: Katherine (Florence Pugh) está presa a um casamento de conveniência. Casada com Boris Macbeth (Christopher Fairbank), a jovem agora se vê integrante de uma família sem amor. É só quando ela embarca em um caso extraconjugal com um trabalhador da propriedade do marido que as coisas começam a mudar. Ela só não contava que isso iria desencadear vários assassinatos.

https://www.youtube.com/watch?v=C3hpf3TnOLk

Por @Larissa

6 de mai. de 2017

Resenha: A Menina que Roubava Livros



Título: A Menina Que Roubava Livros
Autor: Markus Zusak
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 480
Nota: 💗💗💗💗💗/5 (+ livro favorito)

Sinopse: Ao perceber que a pequena Liesel Meminger, uma ladra de livros, lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. A mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade. A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História.


Resenha: Esse é um daqueles livros que você deveria ter na sua estante para ler sempre que tiver vontade, pois a história é emocionante. Talvez, eu seja meio suspeita para indicar ele já que sou apaixonada pela Alemanha, fascinada pelo período da história em que se passa a narrativa e amante de livros bem escritos, mas acho que tenho algum crédito para indicá-lo.

'É só uma pequena história, na verdade, sobre, entre outras coisas:
Uma menina
Algumas palavras
Um acordeonista
Uns alemães fanáticos
Um lutador judeu
E uma porção de roubos.'

Uma história narrada pela morte, que se passa em plena segunda guerra mundial e com uma menina que descobre um lugar especial nos livros. Tem como não gostar? Minha resposta seria não! Você se encanta pela história, pelos personagens e pode acabar virando fã do autor.

‘’ Quando a morte conta uma história, você deve parar para ler.’’

Talvez essa frase seja a maior verdade dita no livro, você realmente tem que parar para ler essa história e descobrir como a morte é uma grande e surpreendente narradora, além de ser sagaz e uma pessoa (será mesmo pessoa o termo certo?) que sabe como usar frases de efeito. Logo no início do livro ela anuncia: '' eu sei ser animada, sei ser amável. Agradável. Afável. E esses são apenas os As" e prova isso tudo durante a narrativa. A nossa narradora encontrou a menina que roubava livros três vezes e em todas ela a garotinha conseguiu tapeá-la.

A história da Liesel - que é um daqueles nomes que você passa o livro inteiro tentando pronunciar de forma correta e não consegue - se passa na Alemanha nazista e começa quando ela tem apenas 10 anos e rouba seu primeiro livro, no enterro do seu irmão.  Mesmo não sabendo ler, a menina o leva consigo para seu novo lar, já que o mesmo vira uma espécie de ligação entre ela e sua família biológica. Quando chega a rua Himmel, que será seu novo lar, nossa roubadora de livros vai morar com Hans, um pintor aposentado, tocador de acordeão e com sua mulher, Rosa, que é lavadeira, impaciente e resmungona. Além deles, Liesel conviverá com Rudy, Hans e sua nova vizinhança de Molching.

O livro é dividido em duas partes. Durante a primeira, Liesel está se adaptando a sua nova vida enquanto joga futebol com Rudy. ajuda sua "mamãe" a lavar roupas e aprende a ler com seu "papai" Hans. Não acontece nenhum evento que afete realmente a rotina dos personagens e talvez você tenha vontade de largar o livro, mas , por favor, não faça isso. Continue lendo e você chegará na segunda (e talvez a melhor) parte.

Já na segunda parte, a história começa a engatar e a ficar melhor. O nazismo começa a fazer parte cada vez mais da vida de Liesel e sua família, que não concordam com as ideias de Hilter e muito menos com seu antissemitismo. Entretanto, é por causa dessa perseguição que a menina conhece Max Vandenburg, um judeu que acaba se escondendo em seu porão e virando um bom amigo da roubadora de livros. A partir daí, a história começa a desenrolar de uma forma mais convidativa ao leitor e prendendo a sua atenção.

Em meio à jogos de futebol e idas a casa do prefeito, Liesel nos encanta, aprende a ler, descobre o que é amizade verdadeira, nos faz odiar Hitler e rouba livros (dã, Larissa!). Além disso, Max, Hans e Rudy tornam-se personagens por quem o leitor provavelmente vai se encantar, amar e torcer a cada aventura. Markus nos ensina a amar cada personagem, a apreciar cada momento e descobrir que a Morte é uma ótima narradora. Ademais, constrói uma trama envolvente com um cenário intrigante e abordando de forma inteligente (e inovadora) um fato triste da História da Humanidade.

Por @Larissa

6 de abr. de 2017

Vai ter literatura brasileira aqui também!




E vou começar pela resenha de Helena. Nada como uma obra machadiana para abrir essa nossa coluna de autores clássicos brasileiros. Na verdade, a minha intenção é misturar esse projeto de Clássicos brasileiros com o outro de Leia + Nacionais (que eu já comecei aqui no blog e tem resenha de Mar de Pedras 😉)

Mas, vamos falar de Helena. Quando terminei de ler esse livrinho, eu sabia que a ressaca literária seria grande e que precisava falar sobre ele aqui ou no instagram. Então, decidi resenhar Helena e falar de Machado.

Helena começa com a morte do Conselheiro Vale, um senhor viúvo que morava com o filho Estácio e a irmã D. Úrsula. No dia da leitura do testamento a família tem uma surpresa: o velho conselheiro admite que foi adultero durante seu casamento e teve uma filha fora do mesmo: Helena. Além disso, o Conselheiro destina metade da sua herança a essa herdeira ilegítima (até então) e pede que a família acolha a menina.
Pode-se imaginar qual seria a reação da família, né!? Mas a menina vai morar com a família e, aos poucos, conquista a todos até mesmo D. Úrsula que era a mais contrariada com a chegada na nova herdeira. Assim começa a aproximação de Helena com a sua nova família.

Helena é uma moça bonita, elegante, sofisticada, boa pessoa e que conquista a todos que surgem pelo seu caminho, mas guarda um segredo que poderia mudar sua vida e daqueles que passam a acolhe-la no seio da família. De cara, ela se dá muito bem com Estácio.

Estácio é um bom rapaz, um bom filho que acata prontamente o pedido do pai. O rapaz é formado em matemática e apaixonado por Eugênia, a filha do Dr. Camargo, médico da família e amigos do falecido, mas o problema é que ele passa a desenvolver mais do que apenas bons sentimentos por sua irmã. Dessa forma, o jovem passa a viver um dilema e um conflito interno enorme.

O jovem sabe que isso é errado, acredita que ele e Helena são irmãos, mas o sentimento é reciproco e a moça se sente da mesma maneira. E esse é o grande dilema do livro e que faz o leitor se prender na história e ficar instigado pela mesma. Da mesma forma que instiga e muitos gostam, a história também pode não agradar a todos devido ao principal tema que aborda e pela lentidão do começo da narrativa.
Vale ressaltar que esse livro foi escrito durante a fase romântica machadiana e, logo, se encontra alguns traços do romantismo nesse livro. A escrita de Machado é um pouco difícil nessa obra em questão, mas é uma leitura que realmente vale a pena. Helena é uma obra grandiosa, possui uma descrição dos costumes da época muito pontual e com uma análise psicológica fantástica dos personagens. Outro ponto que merece destaque é a construção das personagens femininas que possuem um papel de incrível relevância e apesar de ser curta - e se desenrolar em poucas páginas – é uma narrativa que ganha os leitores.

Como já apontei acima, confesso que no começo achei o livro bem lento e esse foi um dos meus problemas com a história. Além disso, fiquei um pouco confusa com a escrita no começo também, mas depois... Depois eu fui pega de jeito pela história, pelos personagens e por toda a trama. Quando me dei conta eu estava sendo surpreendida pela narrativa de Machado de Assis mais uma vez e questionando os acontecimentos envolvendo Estácio e Helena.

E vocês nem imaginam a minha surpresa quando descobri certos fatos, sabe. A minha única reação foi "Por que eu sempre tenho que sofrer por causa desses personagens?" E eu sofri (mais uma vez). Eu só sei que quando dei por mim já tinha terminado o livro e pá RESSACA LITERÁRIA. Helena serviu para me fazer relembrar meu amor por clássicos e, principalmente, pelas palavras. Machado nunca desaponta, né.

21 de mar. de 2017

Resenha - 1984


Título original: 1984
Autor(a): George Orwell
Número de Páginas: 414
Editora: Companhia das Letras
Nota: 💘💘💘💘💘/5 (+ listinha de favoritos)

Sinopse: 1984 é uma das obras mais influentes do século XX, um inquestionável clássico moderno. Publicado em 1949, quando o ano de 1984 pertencia a um futuro relativamente distante, tem como herói o angustiado Winston Smith, refém de um mundo feito de opressão absoluta. Em Oceania, ter uma mente livre é considerado crime gravíssimo, pois o Grande Irmão (Big Brother), líder simbólico do Partido que controla a tudo e todos, “está de olho em você”.


Resenha: Talvez seja um pouco difícil falar sobre esse livro sem contar muito ou soltar algum spoiler, mas vou tentar porque, além de incentivar os meus amigos e conhecidos a lerem, queria suscitar alguns pontos e refletir sobre os personagens.

1984 é uma distopia que foi escrita por George Orwell ou Eric Arthur Blair (seu nome verdadeiro) em 1949 e nos apresenta um futuro um tanto quanto difícil de viver e bastante tirânico. Vale lembrar que na época em que o autor terminou de escrever o livro, o nazismo, fascismo e a segunda guerra mundial ainda eram uma realidade bem próxima da sua. Então, vamos tentar imaginar como tudo isso pode e deve ter afetado o Orwell de alguma forma e, consequentemente, o livro que ele estava escrevendo.

"Sabemos que ninguém toma o poder com objetivo de abandoná-lo. Poder não é um meio, mas um fim." 📓

O universo que Orwell nos apresenta é um no qual o mundo está dividido em três grandes superestados: Oceania, Lestásia e Eurásia. E todos eles são governados por partidos tirânicos, repressores e totalitários. Assim, a nossa trama se passa em uma cidade da Oceania, onde um dia foi Londres, em um Estado que é governado pelo Socing e que tem na figura do Grande Irmão (Big Brother) seu líder que “está de olho” em tudo. A sociedade da Oceania se divide em três: o núcleo do partido – que é a mais alta camada-, partido externo – que é mais baixa do partido e a qual o personagem principal do livro faz parte- e os proletas – a mais baixa de todas.

O governo controla literalmente tudo que há, tudo que as pessoas fazem, tudo que as pessoas possam pensar e até mesmo o passado. As famosas teletelas, que estão instaladas em qualquer lugar público ou privado, observam tudo, todos e estão atenta a qualquer indicio de pequena mudança de expressão facial ou humor que alguém possa ter ao assistir uma notícia ou programa. Assim, essas teletelas são uma das ferramentas que o governo tem de te espionar e saber sobre a sua vida.



Imaginem, zero privacidade até para ir ao banheiro. Sem contar que nessa onda toda de zero privacidade, liberdade qualquer coisa mínima, um questionamento bobo ou apenas o fato de alguém ser um pouco mais inteligente pode fazer com que a pessoa suma. Isso mesmo suma, você não só é preso, vai trabalhar em um campo de trabalho forçado ou morrer... O governo faz com que você nunca tenha existido, você é evaporado do sistema e todas as provas que possam mostrar que um dia você existiu somem. E todos sabem disso, mas é algo que ninguém admite em voz alto ou pensa muito porque até pensar muito pode ser um crime, né.

Bem, esse é o mundo em que vive o Winston, personagem principal da história, que é um funcionário do Partido e trabalha no Ministério da Verdade. O trabalho dele tem a ver com que falei ali em cima já que ele é encarregado de modificar as notícias, os jornais, para que tudo que o partido fale ou faça esteja comprovado. Dessa maneira, o partido sempre tem razão, sempre prevê tudo e tem o poder de fazer com que alguém ou algum acontecimento nunca tenha existido e seja eliminado de qualquer fonte possível. Então, esse personagem começa a ter alguns pensamentos que podem ser considerados pensamento crime, em novafala – que é o novo idioma da Oceania que o partido criou e está finalizando- além de fazer algo que não deveria: começar um diário. Assim, além de começar a pensar em certas, o nosso Winston começa a escrever aquilo que pensa. Imaginem o tamanho da encrenca que isso pode gerar.

E é a partir daí que a história vai se desenrolando na primeira parte. Primeira parte? Sim, o livro é dividido em três partes e cada uma conta um pouco sobre alguma coisa. Na primeira, somos apresentados a sociedade, conhecemos um pouco mais sobre o partido, a vida do Winston e o que ele pensa. Na segunda, já vamos acompanhar o envolvimento do nosso personagem principal com a Julia, uma colega de trabalho, que meio que vira seu par romântico, digamos assim. Na terceira e última parte, já vemos o Winston quando aceita esse seu lado mais revoltado contra o Partido e o desenrolar das decisões que ele, e a Julia também, tomaram.

Eu chamo atenção para personagem da Julia que, como eu falei, vamos conhecer melhor na segunda parte; Julia é diferente das outras mulheres da sociedade do Winston é livre de inúmeras formas e, principalmente, sexualmente. É importante destacar isso porque sexo é só pra procriação e mulheres não devem sentir prazer; e ela meio que anda na contramão de toda essa ideologia. Além dela, temos também o O’Brien que é um cara que faz parte do núcleo do partido e se aproxima do Winston nessa fase mais rebelde dele. Eu poderia falar mais sobre, mas falar mais significaria contar coisas que não devo contar e dar spoilers 😉

Dessa forma, Orwell criou uma história magistral ao me ver e que provoca uma grande reflexão com sua escrita simples, mas carregada de significados. O que mais incomoda não é o Winston ser o personagem falho ou difícil como pessoa que ele é, ou a Julia ser cheia de ideias ou o O’Brien com seu jeitão um quanto que suspeito.... o que causa uma estranheza e algo dentro de você é a falta de liberdade, a falta de espaço próprio, a maneira como parece que não tem saída, que não tem escapatória. Isso mexe com a sua cabeça e faz você refletir bastante. Pelo menos comigo foi assim, sabe.



Eu terminei o livro bem passada com alguns acontecimentos e me questionando sobre várias coisas. E, principalmente, terminei o livro tendo que pra mim... a Julia é uma grande personagem visto que ela é livre numa sociedade onde ser livre é um crime mesmo que você seja livre de pensamento, sabe. Acho ela uma personagem bem interessante e que me instigou bastante ao longo da história sem contar que me fez repensar certos acontecimentos. Assim, a Julia foi meu grande destaque da história 💙

E o Winston? Ai, gente. É difícil falar do Winston porque não quero soltar nenhum spoiler e provocar ódio, mas achei algumas coisas  que ele faz não muito admiráveis. Eu não virei fã ou senti uma ligação profunda porque pelo início do livro... senti bastante desconforto com a pessoa, mas ele é diferente do resto em muitos aspectos. É só isso que tenho a dizer. No mais, eu recomendo a história e acho que vai ser bem difícil escolher entre A Revolução dos Bichos ou 1984 como meu livro favorito do autor. 

Por @Larill 

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