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14 de fev. de 2018

Resenha: Paixão em Sonora da Andreia Nascimento


Sabe quando você tá de ressaca literária buscando algo leve e agradável para ler? Paixão em Sonora é o tipo de coisa, ou livro, que tira a gente desses momentos assim. Além de ser uma ótima pedida para Maratonas Literárias ou aquela leitura leve que você faz para relaxar num momento de tensão ou antes de uma prova.
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Pra começar, Paixão em Sonora da @andreianascimentowriter é uma novella, ou seja, é maior que um conto, porém mais curto que um livro. E é tão bom quanto qualquer um dos dois 😉 E com personagens tão maravilhosos quanto qualquer livro de mais de 200 páginas <3 É uma história curta, mas envolvente e que aquece nosso coração 💙
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Paixão vai nos trazer a história da Gio, uma escritora que largou tudo para escrever o seu primeiro romance. Ela voltou a morar na casa dos pais, inclusive, mas acabou sofrendo um bloqueio criativo porque chegou em um momento da história que ela nunca conheceu realmente: se apaixonar por alguém. Para tentar sair dessa situação, ela acaba indo, ao ser convidada, para um festival ver o show de um banda que ama e também vai com a expectativa de se apaixonar e conseguir escrever sua história. Se ela consegue ? Bem, consegue, mas nada é como ela espera 😊

Somos apresentados a Gio, ao Heitor, ao Ben (irmão da Gio) além de conhecer Eli e Bella que são as melhores amigas da Gio. Mesmo com um período de tempo tão curto... somos carregados para dentro da vida desses personagens e torcemos, nos estressamos e passamos bastante raiva com eles também. Alguns ganham nosso coração e outros nos fazem passar raiva hehee (um pouco, mas fazem). E é uma delícia passar o tempo na companhia desses personagens tão legais e tão gente como a gente, sabe.
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Paixão em Sonora é um novella maravilhosa, engraçada e recheada de amizade. Talvez seja uma história pela qual você passe batido por achar que é mais do mesmo, mas POR FAVOR... não faça isso com você. Essa novella é maravilhosa e merece ganhar uma chance de todos. Além disso, é uma ótima forma de colocar mais nacionais na sua vida e de dar mais chances a histórias nacionais incríveis que as vezes a gente nem sabe que existe, né. 

Eu terminei a releitura (li pela primeira vez no wattpad) com saudades dessa turminha maravilhosa e das ótimas risadas que dei enquanto li essa história e conhecia um pouco mais da Gio. Só posso dizer que vale muito a pena e que você está perdendo uma ótima história se ainda não leu 😉

3 de ago. de 2017

Wrap Up - Lidos de Julho




Julho foi um mês sensacional no quesito leituras porque consegui ler bastante (ao todo foram 9 livros lidos), mas também li livros muito bons! Hoje o que me importa é muito mais qualidade do que quantidade e justamente por isso não leio mais tantoooo como antigamente, mas confesso que esse mês foi a mistura perfeita de quantidade e qualidade, viu 😉


Outra coisa foi que eu li bastante e-book. Dos 9 livros lidos só 3 foram físico e isso me deixou bastante surpresa porque foram muitos e-books e alguns entraram para minha listinha de favoritos, viu. Eu participei da Maratona Literária de Inverno e isso me ajudou e incentivou bastante a ler tanto que fui no ritmo para participar da de volta as aulas, mas isso é assunto para outro post.

Vamos lá a minha pequena mas amada lista de lidos em julho:


Apanhador no Campo de Centeio - J. D. Salinger (⭐⭐⭐⭐⭐'s) (tem resenha aqui  e lá no insta) -> Muito amor por esse livro! Ele me surpreendeu muito, foi uma leitura ótima e uma descoberta incrível. Se quiser saber minha opinião tá tudo bonitinho lá na resenha, viu. 

Beijo de Sangue, legado da irmandade - J. R. Ward (⭐⭐⭐⭐⭐'s) (tem resenha lá no ig e a do blog sai ainda essa semana) -> MUITO BOM! J. R. WARD PISOU MUITO NESSE LIVRO. Não sei o que essa mulher fez pra escrever uma história de vampiros tão boa assim e que tenha tanto pano pra manga. Sério. Minha opinião completa sai ainda essa semana se tudo der certo.



A Besta, irmandade da adaga negra - J. R. Ward (⭐⭐⭐⭐⭐'s) -> OUTRO ACERTO GIGANTESCO DA WARD! Mulher, vamos com calma porque essa série é grande e meu dinheiro é pouco. Foi ótimo rever personagens tão amados como Rhage e Mary além dos outros irmãos 💗 Acho que vou soltar umas impressões lá no insta porque muitos não conhecem essa série e realmente vale muito a pena dar uma chance. 

E-BOOKS LIDOS:

Tristão e Isolda, lenda celta (⭐⭐⭐⭐) -> Uma história medieval muito boa e legal para quem curte esse tipo de história. Confesso que passei por alguns momentos de raiva por causa de certas decisões dos personagens principais, mas foi uma leitura muito amor!

Dupla Identidade - @kes_cremonezi(⭐⭐⭐⭐⭐'s) ( tem resenha aqui e no ig) -> O melhor nacional que li até agora esse ano. Sem palavras pro plot twist! LEIAM, POR FAVOR.

Minha Lady Jane - Cynthia Hand, Brodi Ashton, Jodi Meadows (⭐⭐⭐⭐'s) -> Meu último livro lido de julho e foi uma leitura muito leve e engraçada. No começo estava com uma certa implicância porque amo histórias sobre a monarquia Tudor, mas deixe ela de lá e cai de cabeça na história. Jane é gente como a gente e ama um livro também.

O livro perdido das Bruxas de Salém, Katherine Howe (⭐⭐⭐'s) -> Não faz muito o meu gênero e nem é o tipo de história que chama a minha atenção, mas foi ótimo sair da minha zona de conforto e descobrir esse mundo. Recomendo pra quem curte esse tipo de leitura. 

Gostaria que agosto fosse tão bom quanto julho foi, mas as aulas voltam daqui duas semanas e esse semestre vai ser difícil. Tomara que não seja igual ao passado que mal deu para ler meus livrinhos. Eu já terminei um livro agora em agosto e comecei mais dois sem contar que to participando de uma maratona de volta as aulas. Então, vamos vê o que vai dar né 

23 de jun. de 2017

Resenha: Não Conta Lá Em Casa


Título: Não Conta Lá Em Casa – Uma viagem pelos destinos
 mais polêmicos do mundo
Autor: André Fran
Número de páginas: 308
Editora: Record
Nota: 💗💗💗💗💗/5 + pra sempre um dos meus preferidos


Sinopse: Escrito por André Fran, o livro ‘Não conta lá em Casa’ é um fascinante relato pessoal de algumas das viagens que o autor fez com o programa. Nele, Fran narra aventuras e curiosidades de alguns dos mais inusitados destinos que percorreu. Iraque ainda praticamente em guerra, a impenetrável Coreia do Norte, o Afeganistão dos talibãs, Tuvalu, a ilha-país prestes a sumir do mapa pelos efeitos do aquecimento global, além de Somália, Etiópia, o Japão logo após o tsunami, entre outros. Uma obra repleta de histórias que divertem e emocionam.” 



Resenha: Sempre gostei da ideia de conhecer lugares diferentes, lugares que a maioria das pessoas nunca ouviu falar ou não escolhem propriamente como pontos turísticos. E acho que foi por isso que me identifiquei bastante com o Não Conta Lá Em Casa, um programa de viagens no qual quatro amigos, na época em que o livro foi lançado, viajam pelos destinos mais polêmicos do mundo, destinos que com certeza não fazem parte do roteiro de viagem de nenhum turista ‘’ normal’’.

Fran viajava pelos destinos mais polêmicos do mundo, como diz o próprio título, e sempre tentava mostrar a realidade das situações locais pela ótica daqueles que vivem ela. Por exemplo, os diálogos que retrata com seus guias quando visita a Coreia do Norte ilustram bem essa situação e, mesmo sem ser esse o objetivo do programa, acabam por trazer grandes lições para aqueles que acompanham a série.


O autor vai contando um pouco sobre suas aventuras e sobre o que foi aprendendo ao percorrer os destinos que foram escolhidos para as primeiras temporadas do programa. Desde países isolados como Mianmar até aqueles que estão prestes a sumir como Tuvalu, o livro todo é uma viagem sensacional sem você precisar sair de casa ou ficar doze horas num avião para chegar ao outro lado do mundo. 

“Tuvalu é emblemático! ... E tudo isso somado é que tornava ainda mais desesperador o fato de que somos nós que estamos diariamente apertando o gatilho que vai dar cabo aquilo. Desperdício de água, de energia, consumismo exacerbado, poluição... No fundo, todos sabemos o que está causando essa tragédia no Pacífico. Mas o que estamos fazendo para mudar o triste destino desse pedaço de paraíso? Porque Tuvalu nada mais é que o exemplo imediato do que pode acontecer com todos nós.’’

(Página 163)



Com uma linguagem simples, cativante e maravilhosa Fran nos mostra que é (praticamente) impossível não amar o livro, não virar fã dele (e do programa) e de admirar o trabalho que eles fazem. Não Conta Lá Em Casa é um dos melhores livros que já li na vida e que faço questão de recomendar a todos os meus amigos de faculdade e a qualquer pessoa que se interesse pelo assunto. Esse livro não é um manual de viagens ou um guia para aventureiros, ele é muito mais: é um lugar onde você descobre lugares fascinantes, adquiri conhecimento e acima de tudo passa a olhar diferente para certas situações. 

16 de mar. de 2017

A Morte de Sarai - Resenha


Título original: Killing Sarai
Autor(a): J. A. Redmerski
Número de Páginas: 255
Editora: Suma de Letras
Nota: 💘💘💘💘💘/5 (+ listinha de favoritos)

Sinopse:  Sarai era uma típica adolescente americana: tinha o sonho de terminar o ensino médio e conseguir uma bolsa em alguma universidade. Mas com apenas 14 anos foi levada pela mãe para viver no México, ao lado de Javier, um poderoso traficante de drogas e mulheres. Ele se apaixonou pela garota e, desde a morte da mãe dela, a mantém em cativeiro. Apesar de não sofrer maus-tratos, Sarai convive com meninas que não têm a mesma sorte.

Depois de nove anos trancada ali, no meio do deserto, ela praticamente esqueceu como é ter uma vida normal, mas nunca desistiu da ideia de escapar. Victor é um assassino de aluguel que, como Sarai, conviveu com morte e violência desde novo: foi treinado para matar a sangue frio. Quando ele chega à fortaleza para negociar um serviço, a jovem o vê como sua única oportunidade de fugir. Mas Victor é diferente dos outros homens que Sarai conheceu; parece inútil tentar ameaçá-lo ou seduzi-lo.

Em “A Morte de Sarai”, primeiro volume da série Na Companhia de Assassinos, quando as circunstâncias tomam um rumo inesperado, os dois são obrigados a questionar tudo em que pensavam acreditar. Dedicado a ajudar a garota a recuperar sua liberdade, Victor se descobre disposto a arriscar tudo para salvá-la. E Sarai não entende por que sua vontade de ser livre de repente dá lugar ao desejo de se prender àquele homem misterioso para sempre.

Resenha: Killing Sarai foi o primeiro livro que li da autora e foi o que me fez virar fã da escrita da J. A. Redmerski. Senti que depois de praticamente cinco anos sendo fã da série, eu tinha como obrigação fazer uma resenha. Então, finalmente chegou esse dia e lá vamos nós. Ah, peço perdão desde já caso alguém encontre algum spoiler, mas a minha intenção aqui é lançar totalmente a minha opinião sobre esse livro e essa série. Então, vamos perdoar a Larissa.

A Morte de Sarai é o primeiro livro da série Na Companhia de Assassinos (In the Company of killers, em inglês) e vai nos contar um pouco da história da Sarai, como o próprio título já diz. Sarai é uma americana que com 14 anos foi entregue a Javier, um traficante de drogas, e, desde então, vive em uma fortaleza no meio do deserto. A jovem esqueceu totalmente o que é ter uma vida normal devido a todas as situações que viveu, assistiu e presenciou, mas nunca perdeu a esperança de um dia conseguir sair daquele lugar. Assim, passou nove anos esperando pela oportunidade de fugir quando, um dia, um assassino americano chamado Victor aparece para fazer um trabalho para Javier e se torna sua única chance de escapar daquele lugar e voltar aos Estados Unidos.

Bem, imagina a confusão que isso pode dar, né. Victor é um assassino de sangue-frio que desde pequeno foi treinado para matar e servir A Ordem. Sarai é alguém que busca pela tão sonhada liberdade e é capaz de fazer tudo para tentar recupera-la. Quando ela entra no carro dele para tentar sair dessa vida, seu destino muda para sempre já que passará a ser perseguida pelos homens de Javier, que a quer de volta, e parece que o assassino de aluguel não está nem um pouco feliz em ajudá-la a fugir. Além de tudo que precisa passar, os instintos de Sarai começam a mostrar cada vez mais que ela talvez nunca mais consiga viver normalmente em sociedade.

A trama vai se enrolando a partir da fuga da jovem e vai se desenrolando de uma forma que os acontecimentos deixam o leitor bastante envolvido na trama e querendo saber até que ponto Sarai é capaz de ir. Os capítulos são narrados em primeira pessoa e vão se alternando entre Sarai e Victor conforme a história vai progredindo. Além disso, com o suceder da trama vamos encontrando novos personagens, reencontrando outros e dando de cara com alguns que talvez não sejam tão legais assim.

“ No final, você só pode confiar em si mesma. Eu não sou seu herói. Não sou sua alma gêmea que jamais deixará que algo de ruim lhe aconteça. Sempre confie em seus instintos primeiro e em mim por último”


A primeira coisa que chamou muito a minha atenção quando li o livro a primeira vez, e que fez com que eu adorasse a história, é que tudo foi construído de uma forma inteligente, com os pontos muito bem amarrados e de maneira que quase tudo seja muito bem trabalhado ao longo do livro mesmo que ele não seja muito longo. É interessante a forma como que por mais que Victor seja um assassino, não saiba amar e tenha todas as características que aparenta ter, ele ainda é um ser humano e um personagem que acaba te cativando e fazendo com que você torça para que tudo dê certo no final para além. Mesmo que ele descubra que ainda resta um bocado de humanidade dentro dele, ele não deixa de ser um personagem sombrio e complexo. Então, não se deixe enganar pelos acontecimentos porque existe muito mais a descobrir sobre o Victor nos próximos livros.

E falando sobre esse personagem em questão, lembrei que gostaria de destacar que os personagens são incríveis e construídos de uma forma que você se prende a história, você se prende a eles. Isso faz com que você crie uma ligação e até entenda mais o lado dele. Dessa forma, por mais que Sarai tenha passado por tudo que passou e tenha feito tudo que fez... você não deixa de sentir compaixão e, as vezes, até um pouco de pena porque o leitor entende que tudo que a personagem viveu contribuiu, de várias maneiras, para que ela se tornasse quem se tornou. E isso é algo que a J. A. conseguiu fazer isso com maestria nessa série.




Outro ponto que merece um destaque é como a Sarai vai evoluindo ao longo do livro e, principalmente, ao longo da série (até agora só foram publicados três livros no Brasil, mas ao todo a J. já lançou seis - e todos ótimos, diga-se de passagem). Acho que talvez a personagem choque um pouco a todos até mesmo por tudo que ela passou, tudo que aguentou e vivenciou, mas, de certa forma, a maneira como ela vai lidando com os acontecimentos, aceitando quem ela é e lutando por uma vida, por um caminho, acabam chamando atenção e faz com que o leitor termine o livro entendendo como ela desenvolveu certos instintos e como ela passa a reagir a certas situações. E é juntando tudo isso que faz com que eu termine o primeiro livro achando a Sarai uma personagem fascinante e, de alguma maneira, incrível do seu jeito. Conforme a história vai acontecendo, nós vemos como ela é uma pessoa forte e como a vida dela nunca foi algo próximo do normal mesmo que não tenha sido abusada ou maltratada como outras meninas do Javier foram. Entretanto, isso não faz com que ela seja menos sofrida e, na minha opinião, acaba contribuindo de alguma forma para que ela seja forte e uma personagem bem marcante, que vai decidir o que quer e fazer o que quer.

             “- Ninguém é inocente - digo com rispidez, surpreendendo até a mim mesma. - Eu muito menos. " 

Enquanto isso, Victor é um personagem durão – como já citei antes -, mas um humano que parece que quando ajuda a Sarai acaba se lembrando disso. Ele acaba se envolvendo mais do que devia com a garota e, acima de tudo, enxergando aquilo que talvez nós, os leitores, possamos demorar um pouco para perceber: que a Sarai não é mais uma pessoa comum, alguém capaz de viver normalmente em sociedade; ela desenvolveu um instinto tão forte quanto o dele e isso é um prato cheio para a história e para os próximos livros. Além disso, há sim um envolvimento amoroso, mas romance não é o foco do livro e como a própria autora aponta: essa não é uma história de amor. Talvez aquilo nem seja um sentimento propriamente dito, como a Sarai mesmo diz no livro, e esse é outro ponto que chamou minha atenção e merece ser lembrado aqui nessa resenha.

Eles são OTP? São. Eles fazem com que a gente torça pra ficarem juntinhas? Fazem. Entretanto, eles são duas pessoas marcadas por certos acontecimentos, moldadas por esses acontecimentos também e com instintos que podem ser pra lá de assustados, pra mim. Tem um pouquinho de envolvimento amoroso sim, mas não acho que chegue a ser um romance ou que ele estrague o livro. Na verdade, ele torna a história um pouco mais interessante e, se você continuar lendo a série vai perceber, que ajuda a desenrolar mais a história lá pra frente e faz com que algumas tramas se tornem bem interessantes. Apesar de tudo isso, não acho que esse “relacionamento” seja daqueles clichês e romances que geralmente vemos nos livros, mas cada um com a sua opinião. E a própria autora faz questão de ressaltar isso no twitter ou nos fóruns de debate sobre a história: não é sobre amor e traições podem acontecer a qualquer momento.

      “ – Ela já está tão anestesiada para o que é normal que talvez nunca consiga levar uma vida normal. Ela sabia que eu estava provando a comida dela porque você queria ter certeza de que não estava envenenada, mas isso não a abalou. Ela se sentou à mesa conosco, devorando aquele almoço como se fossemos uma simples família de três pessoas fazendo o lanche da tarde em um bairro residencial.”

No mais, o livro não é muito extenso, não enrola e é bem gostosinho de se ler. A escrita da J. A. Redmerski é fluida, envolvente e que quando você percebe.... já tá no final da história, querendo o segundo e com aquele gostinho de quero mais.  E eu espero que você realmente fique com esse gostinho de quero mais porque, na minha opinião, os livros são melhoram com o passar do tempo e o desenrolar da série. Assim, fica difícil eu não dar cinco estrelas para esse livro, colocar ele na minha listinha de favoritos e virar fã da autora. Talvez essa seja a resenha mais diferente que escrevi aqui, mas eu precisava compartilhar com vocês um pouco desse meu amor por essa série. Espero que vocês gostem ou pelo menos deem uma chance para esse livrinho 💜 

Por @Larissa

10 de mar. de 2017

Lidos de Fevereiro


Demorou, mas finalmente vai sair esse post sobre as leituras de Fevereiro (lê com voz rápida e com uhul no final) 👏 e algumas impressões minhas sobre as respectivas leituras. 

Bem, eu já fiz um post aqui contando sobre a Maratona Literária de Carnaval (é só clicar aqui e vocês podem ler mais sobre) e foi dela que saiu a maior parte das leituras do mês até porque fevereiro carnaval, né. Dessa forma, eu li pouco, mas li o que queria e, principalmente, li o que estava parado na minha estante e isso é muito importante porque é uma das minhas metas do ano: rodar bem a minha estante. 


Vou começar pelos títulos que li nesse mês que passou: 

- Saga Encantadas (Veneno, Poder e Feitiço) da Sarah Pinborough;
- Mrs. Dalloway da Virginia Woolf;
- As Crônicas de Nárnia (livros 2 - O leão, a feiticeira e o guarda-roupa) do C.S. Lewis;
- O Diário Secreto de Lizzie Bennet de Su e Rorick;
- Lady MacBeth do Distrito de Mtzensk do Leskov;
- 1984 do George Orwell

Então, essa foi a minha lista de leituras e ela não significa que terminei todos os livros, mas que eu comecei a ler. Assim, abandonei Mrs. Dalloway (como já expliquei em outro post aqui) e comecei 1984 lá no final do mês. Creio que devo terminar 1984 agora em março e ainda não sei se vai rolar resenha porque ele parece ser um pouco difícil de resenhar, mas nunca se sabe, né. 


Passando agora para os lidos (de verdade) do mês... Eu terminei todos os outros livros que foram listados lá em cima e, inclusive, já liberei a resenha de O Diário Secreto de Lizzie Bennet aqui. Sobre as minhas leituras, tive ótimas experiências e pude ler em português a Saga Encantadas que eu já havia lido em inglês. 

Sobre a saga em si, acho ela bem legal, mas não farei uma resenha no momento. Recomendo para quem gosta de fantasia e desse mundo de conto de fadas à avessa , é uma leitura bem rapidinha e fácil. É uma ótima pedida para quem quer dar uma relaxada ou busca algo depois de uma ressaca literária. 

Se você já é de uma pegada mais literatura russa, recomendo Lady MacBeth do Distrito de Mtzensk do Lesko que é um livrinho pequenino, um conto bem rápido e ótimo para quem as vezes sente uma preguicinha de ler tijolão russo. Porque as vezes a gente quer uma literatura russa, mas não quer ler aqueles dois tomos gigantes de Guerra e Paz, né. Eu falei um pouco sobre o livro lá no post da maratona e vocês podem conferir minha opinião lá. 



Por fim, eu terminei o segundo livro das Crônicas de Nárnia e fiquei bem feliz. As vezes rola uma preguiça de andar com a história (da minha parte, é claro), mas eu gosto muito do universo criado pelo Lewis e dos personagens. Então, sempre demoro um pouco para ler, mas leio e fico feliz por finalmente terminar. Rola a famosa sensação de culpa por enrolar tanto só que nem sempre tenho cabeça, sabe. Assim, demorou, mas foi 😊

No mais, o mês foi bem produtivo não só em termos de leituras, mas também em posts aqui. Foi um mês que eu particularmente dei preferência para livros mais curtos, com histórias não tão longas e temas variados. Acho que consegui diversificar um pouco em termos de leitura e fiquei bem feliz com o resultado. Quem sabe em março eu não consigo ler tanto quanto? 

Então, esses foram os lidos de fevereiro e, quem sabe, final de março não venho aqui contar sobre os lidos de Março 😘


26 de fev. de 2017

Maratona literária 48 horas



Todo ano desde que descobri o canal da Ju, o Nuvem Literária, eu acompanho as maratonas que ela geralmente faz com outros youtubers na época do carnaval. E esse ano não foi diferente!

A única mudança em relação a maratona do ajo passado (deixarei o link do post do blog lá no finalzinho) é que essa maratona durou 48 horas e foi na quinta antes do carnaval e na sexta de carnaval. Bem de boas para quem queria curtir os bloqunhos, né. E a maratona consistia basicamente em três desafios que você podia adaptar ou personalizar como quisesse. Os desafios eram:  1º Um livro que lembrasse o carnaval; 2º um livro de até 100 páginas e o 3º um livro de uma série (podia ser o primeiro, o segundo o o último. não importava. tinha que ser de uma série). 

Os meus livros escolhidos foram: 

1º desafio: Veneno, o primeiro livro da saga encantadas (porque todo ano no carnaval alguém sai vestido de princesa, bruxa ou que algum personagem imortalizado pelos contos de fadas, né). E acabou que ele se encaixou no terceiro desafio também, né;

2º desafio: Lady MacBeth do Distrito de Mtzensk, do Leskov, com 98 páginas. Também inclui nesse desafio Mrs. Dalloway, da Virginia Woolf, com mais de 100 páginas (mas é aquilo, desafios podem ser adaptados, né);

3º desafio: O leão, a feiticeira e o guarda-roupa - segundo livro de As Crônicas de Nárnia. 



Eu adaptei alguns desafios. como vocês podem reparar, porque a minha intenção era fazer a estante rodar, ler o que estava parado ou simplesmente andar em algum leitura que já tinha começado há algum tempo. Assim, eu peguei Mrs. Dalloway mesmo tendo um pouco mais de 100 páginas e inclui no segundo desafio junto com Lady McvBeth até porque... esse livrinho do Leskov estava relendo para poder comentar mais sobre ele aqui 💙 Por ser uma maratona curta, não li muito, mas li bem mais do que eu imaginava. O meu saldo final foi: 

Veneno, primeiro livro da saga encantadas = lido ✔
Segundo livro de as Crônicas de Nárnia = lido ✔ (eu já estava na metade desse livro. Então, a leitura continuou e apenas finalizei o mesmo)
Lady MacBeth do Distrito de Mtzensk = lido ✔

Como vocês podem notar eu não terminei Mrs. Dalloway e, que a verdade seja dita, eu não consegui sair da página 60, mas vou tentar depois continuar com a Virginia Woolf. Apesar disso, estou bem feliz com o meu saldo e com meu progresso porque depois de ler veneno eu peguei e li o resto da série (que eu já havia lido em inglês). Isso me deixou bem feliz e fez com que conseguisse ir além do esperado no quesito leituras esse mês. 

  
Sei que esse post já está extenso e muitos não chegaram ao final, mas eu vou transcrever meu post do insta falando sobre esse livrinho amor do Leskov porque ele é muito bom 😉

📘 É um livro fininho, super fácil de ler e bem rápido. Eu , particularmente, fiquei com um gostinho de quero mais com o final mesmo o final sendo o desfecho necessário para a história. Ficou aquele gostinho de podia ter mais um pouco antes disso, sabe.

No livro temos a história da Catierina Lvovna, jovem esposa de comerciante, que se torna uma assassina cruel depois de se envolver com um amante. Catierina é realmente a Lady Macbeth Siberiana (nome do filme que surgiu a partir desse livro). Ela é uma mulherzinha cruel e sem um pingo de compaixão.

Relendo eu fiquei mais chocada ainda com que ela faz em nome do "desejo". Enfim, é uma boa pedida pra quem quer conhecer mais sobre literatura russa sem contar que é aquele tipo de livro que você lê em um dia
📖


Por @Larill

20 de fev. de 2017

Resenha: À Procura de Audrey




Título Original: Finding Audrey
Autora: Sophie Kinsella
Editora: Galera Record 
Páginas: 336 
Skoob: Adicione
Onde comprar: sites confiáveis -> Travessa, Amazon, Saraiva
Nota: 💖💖💖💖💖/5 (+ listinha de favoritos)

Sinopse: Audrey, 14 anos, leva uma vida relativamente comum, até que começa a sofrer bullying na escola. Aos poucos, a menina perde completamente a vontade de estudar e conhecer novas pessoas. Sem coragem de sair de casa e escondida por um par de óculos escuros, a luz parece ter mesmo sumido de sua vida. Até que ela encontra Linus e aprende uma valiosa lição: mesmo perdida, uma pessoa pode encontrar o amor.

Opinião: Quem me conhece sabe muito bem que eu sou fã da Sophie Kinsella e não escondo isso de ninguém. O gênero chick-lit é um dos meus favoritos e as histórias da autora em questão contribuíram muito para isso; justamente por essa obsessão para com ela eu fiquei bastante curiosa quando vi que a Sophie ia se aventurar no Young Adult e fui atrás dessa história.

Bem, À Procura de Audrey (como eu já citei) é a primeira experiência da Kinsella no gênero YA e traz a história da Audrey, uma menina de 14 anos que sofreu alguma espécie de bullying na escola e como consequência desse acontecimento desenvolveu transtorno de ansiedade social, transtorno de ansiedade generalizada e passou a ter episódios depressivos além de tomar remédios controlados, passou a usar óculos escuros até mesmo dentro de casa e a não querer fazer contato visual com mais ninguém. Além disso, a jovem começou a ir ao psicólogo e essas consultas são as únicas coisas que fazem ela sair de casa.

 A Audrey vive com seu pai, sua mãe que é a louca seguidora dos dizeres do Daily Mail, seu irmão Frank (de 15 anos viciado em um jogo) e seu pequeno irmão Felix, de 4. Entretanto, depois do acontecimento que a atirou do colégio e a colocou nessa vida, ela passa a ter muita dificuldade em se relacionar com as pessoas e até mesmo em estar na presença delas. E é por isso, que ao longo do tratamento e do livro, sua psicóloga estimula ela a cumprir pequenas tarefas para conseguir retomar a sua vida como ir ao Starbucks e fazer um documentário sobre a sua família. E é no meio disso tudo que aparece o Linus, amigo do Frank, que aos poucos consegue se aproximar da Audrey. A Audrey começa a perceber que pode voltar a viver e, principalmente, ter sentimentos complexos e interessantes como amor.

O livro como um todo é bem legal. Os personagens são ótimos e como sempre a Sophie Kinsella consegue arrancar umas risadas mesmo que o teor da questão seja um pouco mais pesado. Todavia, o que me cativou foi a forma como ela retratou a questão, a Audrey e a vida de uma pessoa que possui transtornos psicológicos e a família dela. A autora consegue fazer você refletir sobre tudo isso de uma forma bem interessante e com sensibilidade.

Outro ponto que eu destaco ainda nesse quesito me cativou foi a maneira como ela desenvolveu a personagem da psicóloga. Sério, eu vejo muitos livros e filmes com os psicólogos sendo taxados de frios, “vilões” e até mesmo como uma pessoa má, mas nessa história não tem nada disso. Na verdade, eu vi a minha psicóloga na psicóloga da Audrey e talvez seja por isso que eu gostei tanto dela.

Como alguém que sofre com transtorno de ansiedade generalizada, eu me identifiquei bastante com a história e com a Audrey e fiquei extremamente tocada com a evolução da personagem e os acontecimentos pelo quais ela passa e passa muito bem. Eu precisava ler algo assim e isso me fez muito bem. Assim, eu sou só elogios a esse livro que eu queria ler desde a bienal de 2015, mas só na Black Friday de 2016 que finalmente consegui comprar esse tão desejados.

No mais, a capa é simples e linda, Sophie Kinsella nunca erra e eu fico com aquele gostinho de quero mais Kinsella escrevendo Young Adult sim. É claro que eu recomendo o livro e dou cinco corações além de adicionar a minha listinha de preferidos.

Por @Larii

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